U2 lança EP surpresa "Days of Ash"

Banda lançou 'Days of Ash', descrito como uma 'resposta imediata aos acontecimentos atuais', com referências a conflitos na Ucrânia e referentes ao ICE, nos EUA

A banda de rock irlandesa U2 lançou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro,  sua primeira coleção de músicas inéditas em quase uma década, um EP intitulado “Days of Ash”, que inclui uma colaboração com o cantor Ed Sheeran e com um músico e soldado ucraniano. O miniálbum é “uma resposta imediata aos acontecimentos atuais e inspirada pelas muitas pessoas extraordinárias e corajosas que lutam na linha de frente da liberdade”, segundo o grupo.

“Os temas deste EP não podiam esperar, são músicas que tinham pressa para chegar ao mundo. São canções de desafio e consternação”, afirmou o líder do grupo, Bono, em um comunicado no site.

“Yours Eternally” é uma colaboração com Sheeran e Taras Topolia, um músico ucraniano que se tornou soldado.

A faixa de abertura, “American obituary”, presta homenagem a Renee Good, “nascida para morrer livre”, a norte-americana que morreu em janeiro após ser atingida por disparos de um agente federal enquanto protestava contra as operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE).

Também há uma música sobre uma adolescente que morreu protestando no Irã em 2022 (”Song of the future”) e outra que critica os assentamentos israelenses na Cisjordânia (”One life at a time”).


O U2 também anunciou que lançará um novo álbum no fim deste ano.


Fonte: O Globo

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"Precisamos superar discussões e política": U2 recebe o prêmio Woody Guthrie

Bono e The Edge apresentaram canções de protesto como “Sunday Bloody Sunday” e falaram sobre divisão política em cerimônia no Cain’s Ballroom, em Tulsa (Oklahoma)

Se o U2 está recebendo um prêmio em homenagem ao cantor folk Woody Guthrie, é de se esperar que Bono use o momento para refletir sobre música, protesto e o cenário político atual. E foi exatamente isso que aconteceu na noite de terça-feira, 21 de outubro, em Tulsa, Oklahoma, quando Bono e The Edge subiram ao palco do Cain’s Ballroom para aceitar o Woody Guthrie Prize.

"Precisamos conscientemente lutar contra a história, ou ela se repetirá", declarou Bono durante o discurso.

Reconhecido há décadas como uma das vozes sociopolíticas mais influentes da música, o U2 recebeu o prêmio das mãos de Anna Canoni, neta de Guthrie. Apenas Bono e The Edge, que formam o grupo ao lado de Adam Clayton e Larry Mullen Jr; participaram da cerimônia, que reuniu cerca de 800 pessoas no teatro. Além de receberem a homenagem, eles também se apresentaram com um set acústico de 45 minutos.

Em sua fala de introdução, Canoni destacou: "O U2 acredita firmemente que a música popular também é uma força de justiça e verdade". Logo depois, Bono e The Edge tocaram versões acústicas de alguns dos maiores hinos de protesto do grupo, como Running to Stand Still, Mothers of the Disappeared e Pride (In the Name of Love), além de músicas de Guthrie.

Durante a apresentação de This Train Is Bound for Glory, Bono fez um solo de gaita e, em They Laid Jesus Christ in the Grave, conduziu o público em um coro coletivo. O ponto alto veio com Sunday Bloody Sunday, quando os fãs acompanharam em uníssono o refrão "How long must we sing this song?", seguido de um solo de guitarra estendido por The Edge.

Diante da polarização política dos Estados Unidos, a dupla aproveitou a ocasião para lembrar o poder transformador da música. Antes do show, Cady Stanton, diretora do Woody Guthrie Center, resumiu a importância do U2:

"As vozes deles encheram estádios , mas mais importante que isso, amplificaram as vozes daqueles que, de outra forma, jamais seriam ouvidos".


Fonte: Rolling Stone

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U2 recebe Prêmio Woody Guthrie 2025

Banda irlandesa será homenageada por seu compromisso histórico com causas sociais e pelo impacto de sua obra na consciência coletiva

O U2 acaba de ser nomeado vencedor do prestigiado Prêmio Woody Guthrie 2025, reconhecimento anual concedido a artistas que personificam a “consciência social e o legado musical” do lendário cantor folk norte-americano.

Segundo Cady Shaw, diretora sênior do Centro Woody Guthrie, “o U2 personifica a missão do Prêmio Woody Guthrie, usando a música para confrontar a injustiça e inspirar ações” (via Consequence). A premiação será entregue aos quatro integrantes do grupo, com Bono e The Edge recebendo a homenagem no dia 21 de outubro, no histórico Cain’s Ballroom em Tulsa, Oklahoma, palco que a banda não pisa desde 1981, na turnê de divulgação de “Boy”.

O comunicado oficial destaca que Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. “continuam a tradição de usar a música como uma força para a mudança social, ecoando a crença de Guthrie de que as canções podem ajudar a tornar o mundo um lugar mais justo”. Entre os vencedores anteriores do prêmio estão Pete Seeger, Mavis Staples, Joan Baez, Bruce Springsteen, Pussy Riot e Tom Morello.

Mais do que uma homenagem simbólica, o Prêmio Woody Guthrie reforça o papel do U2 como ponte entre música e engajamento, reafirmando o impacto de sua trajetória para além dos palcos e mostrando como o rock ainda pode ser vetor de transformação social e política em escala global.


Fonte: Radio Rock

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The Edge celebra cidadania irlandesa após seis décadas vivendo no país

Nascido em Barking, bairro no leste de Londres, David Howell Evans, nome de batismo de The Edge, se mudou com a família para a Irlanda ainda na infância, quando seus pais buscaram uma vida mais tranquila no subúrbio de Malahide, ao norte de Dublin. Foi ali que conheceu Bono, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton, com quem fundaria o U2 em 1976.

Apesar de nascido em solo britânico, The Edge sempre se identificou profundamente com a cultura irlandesa, tanto em sua música quanto em sua postura pública. Em entrevistas, o guitarrista já afirmou que foi na Irlanda que formou seu caráter e visão de mundo.

A cerimônia de naturalização ocorreu dia 23 de junho, na INEC Arena em Killarney, County Kerry, onde ele foi um entre aproximadamente 7.500 novos cidadãos

Durante o evento, The Edge fez um discurso elegante, com tom sutilmente político, refletindo sobre a importância da música em tempos de polarização. Ao agradecer o reconhecimento, afirmou:

“Na Irlanda, aprendi que a arte pode ser um gesto de resistência, de união e de humanidade. Tornar-me cidadão deste país agora, neste ponto da minha vida, é mais do que simbólico: é um ato de pertencimento.”

Sem mencionar diretamente o Brexit ou tensões entre Irlanda e Reino Unido, o músico fez alusão à importância de fronteiras culturais abertas e destacou que a música deve ser uma ponte entre povos, não um muro entre nações.


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Bono faz discurso contra extrema-direita, Hamas e Benjamin Netanyahu em premiação

O U2 foi homenageado no Ivor Novello Awards de 2025 e o vocalista Bono aproveitou o momento do discurso para se manifestar sobre uma série de questões envolvendo o conflito entre Israel e Palestina.

O grupo se tornou o primeiro da Irlanda a receber o prêmio Fellowship Of The Ivors Academy, a maior honraria concedida pela organização.

Durante a cerimônia que foi realizada na Grosvenor House, em Londres, os quatro integrantes do U2 subiram ao palco para receber o prêmio e o último a falar foi o vocalista, que usou a oportunidade para clamar pela paz entre Gaza e Israel. O músico disse (via NME):

“Eu costumava apresentar esta próxima música dizendo que não era uma canção rebelde. Era porque acreditar nas possibilidades de paz era, naquela época, e é agora, um ato de rebeldia; e alguns diriam que é ridículo.

Acreditar que a paz era alcançável entre o seu país e o nosso, entre o nosso país e ele próprio, era uma ideia ridícula, porque a paz cria possibilidades nas situações mais intratáveis, e Deus sabe que existem algumas delas por aí agora.”

O líder do U2 ainda completou seu discurso com um apelo contra o Hamas e contra Benjamin Netanyahu, atual líder de Israel:

“Hamas, liberte os reféns, pare a guerra. Israel, seja libertado de Benjamin Netanyahu e dos fundamentalistas de extrema-direita que distorcem seus textos sagrados.

Todos vocês, protejam nossos trabalhadores humanitários – eles são os melhores de nós. Deus, você deve estar tão cansado de nós, filhos de Abraão, nos escombros das nossas certezas. Filhos nos escombros da nossa vingança. Deus, nos perdoe.”

Após o discurso, o U2 apresentou uma versão acústica do clássico de 1983, “Sunday Bloody Sunday”, icônica faixa sobre o massacre de 1972 no qual o exército britânico atirou em manifestantes desarmados, matando 14 pessoas – o maior número de mortos em um tiroteio durante o conflito na Irlanda do Norte.

Além de abordar temas de perda e sofrimento, a música também funciona como um sinal de esperança, enquanto a banda canta sobre a importância da unidade e da paz.

Vale lembrar que, após o ataque de outubro de 2023 no festival de música israelense Supernova, que fez a mídia voltar sua atenção à guerra entre Gaza e Israel, Bono e seus companheiros prestaram uma homenagem às vítimas durante um show do U2 em Las Vegas.

O astro dedicou o hit “Pride (In the Name of Love)” às vítimas e compartilhou suas esperanças por uma solução não violenta para o conflito.



Fonte: Tenho Mais Discos Que Amigos


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