'Easter Lily': U2 lança EP surpresa nesta Sexta-Feira Santa

Depois de lançar "Days Of Ash'" na Quarta-feira de Cinzas, o U2 jogou na praça, de surpresa, um novo EP nessa Sexta-feira Santa (3). Intitulado "Easter Lily", o trabalho conta com Brian Eno numa canção escrita para os pais de crianças que crescem em zonas de guerra. 

O projeto reúne seis novas composições descritas por Bono Vox como um "conjunto muito mais contemplativo" do que o anterior, "nascido de um espaço mais pessoal e reservado, para onde alguns se recolhem em momentos como estes – explorando temas como a amizade, a perda, a esperança e, em última análise, a renovação".

Se "Days Of Ash" incluía "canções de desafio" dedicadas a ativistas que morreram - entre eles, Renée Good e o palestino Awdah Hathaleen (consultor do documentário "'No Other Land", "Easter Lily" é definido pelo artista como mais "pessoal, íntimo e introspectivo".

Em comunicado dirigido ao público, o vocalista da banda afirmou que "Easter Lily" é o resultado de "perguntas pessoais, como: estarão as nossas próprias relações à altura destes tempos desafiantes? Até onde estamos dispostos a lutar pela amizade? Conseguirá a nossa fé sobreviver à distorção do significado que esses algoritmos gostam de premiar? Será toda a religião lixo e continuará a dividir-nos...? Ou haverá respostas escondidas nas suas brechas? Haverá cerimónias, rituais, danças que possam estar a faltar nas nossas vidas?".

No texto, ele segue com reflexões e revela uma inspiração: "Da celebração da primavera à Páscoa e sua promessa de renascimento e renovação… O álbum 'Easter', de Patti Smith, me deu muita esperança quando foi lançado em 1978. Eu ainda não tinha 18 anos. O título é uma homenagem a ela".

"Easter Lily" vem acompanhado de uma edição especial digital da revista "Propaganda". Na publicação, há contribuições dos quatro membros do grupo, incluindo notas de capa de The Edge; Adam Clayton falando sobre arte e a jornada de recuperação; uma conversa entre Bono e o franciscano Richard Rohr; além de fotos de estúdio tiradas por Larry Mullen Jr.

A revista digital também apresenta letras de músicas, uma entrevista com o produtor da banda, Jacknife Lee, e um artigo sobre Hal Willner escrito por seu amigo Gavin Friday.

Quarenta anos atrás, em fevereiro de 1986, a primeira edição da 'Propaganda' chegou às caixas de correio dos fãs do U2 ao redor do mundo. Aspirando a competir com outras revistas de fãs da época, a 'Propaganda' nasceu da cultura punk de fanzines do tipo "faça você mesmo", que abraçava atitude, ideias e diálogo.

Em meio ao lançamento do novo EP, Bono tranquilizou os fãs afirmando que o trabalho não atrapalha o o novo disco que a banda está gravando no estúdio.

"Estamos no estúdio, ainda trabalhando em um álbum barulhento, caótico e 'extremamente colorido' para tocar AO VIVO… que é onde o U2 se sente em casa. Ainda buscamos no rock n' roll vibrante um ato de resistência contra toda essa coisa horrível em nossas telinhas. Com certeza, estes são 'anos de deserto' para muitos de nós, observando o caos lá fora no mundo."


Fonte: O Globo

///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
Twitter: https://twitter.com/u2_vision
Facebook: https://www.facebook.com/U2VisionOverVisibility
Instagram: http://instagram.com/U2_Vision
\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\

U2 lança EP surpresa "Days of Ash"

Banda lançou 'Days of Ash', descrito como uma 'resposta imediata aos acontecimentos atuais', com referências a conflitos na Ucrânia e referentes ao ICE, nos EUA

A banda de rock irlandesa U2 lançou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro,  sua primeira coleção de músicas inéditas em quase uma década, um EP intitulado “Days of Ash”, que inclui uma colaboração com o cantor Ed Sheeran e com um músico e soldado ucraniano. O miniálbum é “uma resposta imediata aos acontecimentos atuais e inspirada pelas muitas pessoas extraordinárias e corajosas que lutam na linha de frente da liberdade”, segundo o grupo.

“Os temas deste EP não podiam esperar, são músicas que tinham pressa para chegar ao mundo. São canções de desafio e consternação”, afirmou o líder do grupo, Bono, em um comunicado no site.

“Yours Eternally” é uma colaboração com Sheeran e Taras Topolia, um músico ucraniano que se tornou soldado.

A faixa de abertura, “American obituary”, presta homenagem a Renee Good, “nascida para morrer livre”, a norte-americana que morreu em janeiro após ser atingida por disparos de um agente federal enquanto protestava contra as operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE).

Também há uma música sobre uma adolescente que morreu protestando no Irã em 2022 (”Song of the future”) e outra que critica os assentamentos israelenses na Cisjordânia (”One life at a time”).


O U2 também anunciou que lançará um novo álbum no fim deste ano.


Fonte: O Globo

///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
Twitter: https://twitter.com/u2_vision
Facebook: https://www.facebook.com/U2VisionOverVisibility
Instagram: http://instagram.com/U2_Vision
\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\


"Precisamos superar discussões e política": U2 recebe o prêmio Woody Guthrie

Bono e The Edge apresentaram canções de protesto como “Sunday Bloody Sunday” e falaram sobre divisão política em cerimônia no Cain’s Ballroom, em Tulsa (Oklahoma)

Se o U2 está recebendo um prêmio em homenagem ao cantor folk Woody Guthrie, é de se esperar que Bono use o momento para refletir sobre música, protesto e o cenário político atual. E foi exatamente isso que aconteceu na noite de terça-feira, 21 de outubro, em Tulsa, Oklahoma, quando Bono e The Edge subiram ao palco do Cain’s Ballroom para aceitar o Woody Guthrie Prize.

"Precisamos conscientemente lutar contra a história, ou ela se repetirá", declarou Bono durante o discurso.

Reconhecido há décadas como uma das vozes sociopolíticas mais influentes da música, o U2 recebeu o prêmio das mãos de Anna Canoni, neta de Guthrie. Apenas Bono e The Edge, que formam o grupo ao lado de Adam Clayton e Larry Mullen Jr; participaram da cerimônia, que reuniu cerca de 800 pessoas no teatro. Além de receberem a homenagem, eles também se apresentaram com um set acústico de 45 minutos.

Em sua fala de introdução, Canoni destacou: "O U2 acredita firmemente que a música popular também é uma força de justiça e verdade". Logo depois, Bono e The Edge tocaram versões acústicas de alguns dos maiores hinos de protesto do grupo, como Running to Stand Still, Mothers of the Disappeared e Pride (In the Name of Love), além de músicas de Guthrie.

Durante a apresentação de This Train Is Bound for Glory, Bono fez um solo de gaita e, em They Laid Jesus Christ in the Grave, conduziu o público em um coro coletivo. O ponto alto veio com Sunday Bloody Sunday, quando os fãs acompanharam em uníssono o refrão "How long must we sing this song?", seguido de um solo de guitarra estendido por The Edge.

Diante da polarização política dos Estados Unidos, a dupla aproveitou a ocasião para lembrar o poder transformador da música. Antes do show, Cady Stanton, diretora do Woody Guthrie Center, resumiu a importância do U2:

"As vozes deles encheram estádios , mas mais importante que isso, amplificaram as vozes daqueles que, de outra forma, jamais seriam ouvidos".


Fonte: Rolling Stone

///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
Twitter: https://twitter.com/u2_vision
Facebook: https://www.facebook.com/U2VisionOverVisibility
Instagram: http://instagram.com/U2_Vision
\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\

U2 recebe Prêmio Woody Guthrie 2025

Banda irlandesa será homenageada por seu compromisso histórico com causas sociais e pelo impacto de sua obra na consciência coletiva

O U2 acaba de ser nomeado vencedor do prestigiado Prêmio Woody Guthrie 2025, reconhecimento anual concedido a artistas que personificam a “consciência social e o legado musical” do lendário cantor folk norte-americano.

Segundo Cady Shaw, diretora sênior do Centro Woody Guthrie, “o U2 personifica a missão do Prêmio Woody Guthrie, usando a música para confrontar a injustiça e inspirar ações” (via Consequence). A premiação será entregue aos quatro integrantes do grupo, com Bono e The Edge recebendo a homenagem no dia 21 de outubro, no histórico Cain’s Ballroom em Tulsa, Oklahoma, palco que a banda não pisa desde 1981, na turnê de divulgação de “Boy”.

O comunicado oficial destaca que Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. “continuam a tradição de usar a música como uma força para a mudança social, ecoando a crença de Guthrie de que as canções podem ajudar a tornar o mundo um lugar mais justo”. Entre os vencedores anteriores do prêmio estão Pete Seeger, Mavis Staples, Joan Baez, Bruce Springsteen, Pussy Riot e Tom Morello.

Mais do que uma homenagem simbólica, o Prêmio Woody Guthrie reforça o papel do U2 como ponte entre música e engajamento, reafirmando o impacto de sua trajetória para além dos palcos e mostrando como o rock ainda pode ser vetor de transformação social e política em escala global.


Fonte: Radio Rock

///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
Twitter: https://twitter.com/u2_vision
Facebook: https://www.facebook.com/U2VisionOverVisibility
Instagram: http://instagram.com/U2_Vision
\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\

The Edge celebra cidadania irlandesa após seis décadas vivendo no país

Nascido em Barking, bairro no leste de Londres, David Howell Evans, nome de batismo de The Edge, se mudou com a família para a Irlanda ainda na infância, quando seus pais buscaram uma vida mais tranquila no subúrbio de Malahide, ao norte de Dublin. Foi ali que conheceu Bono, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton, com quem fundaria o U2 em 1976.

Apesar de nascido em solo britânico, The Edge sempre se identificou profundamente com a cultura irlandesa, tanto em sua música quanto em sua postura pública. Em entrevistas, o guitarrista já afirmou que foi na Irlanda que formou seu caráter e visão de mundo.

A cerimônia de naturalização ocorreu dia 23 de junho, na INEC Arena em Killarney, County Kerry, onde ele foi um entre aproximadamente 7.500 novos cidadãos

Durante o evento, The Edge fez um discurso elegante, com tom sutilmente político, refletindo sobre a importância da música em tempos de polarização. Ao agradecer o reconhecimento, afirmou:

“Na Irlanda, aprendi que a arte pode ser um gesto de resistência, de união e de humanidade. Tornar-me cidadão deste país agora, neste ponto da minha vida, é mais do que simbólico: é um ato de pertencimento.”

Sem mencionar diretamente o Brexit ou tensões entre Irlanda e Reino Unido, o músico fez alusão à importância de fronteiras culturais abertas e destacou que a música deve ser uma ponte entre povos, não um muro entre nações.


///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
Twitter: https://twitter.com/u2_vision
Facebook: https://www.facebook.com/U2VisionOverVisibility
Instagram: http://instagram.com/U2_Vision
\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\